Pensei que o velho homem tinha morrido nas águas do batismo, mas descobri que o maldito sabia nadar. Agora tenho que matá-lo todo os dias. - Martinho Lutero
Há uma semana eu tive uma experiência muito interessante no ônibus enquanto lia Graça - O infinito amor de Deus de Spurgeon.
Enquanto meditava naquelas páginas sobre um Deus que justifica ímpios, um Filho imaculado que ama até a morte e um Espírito Santo que transforma o interior de homens caídos, comecei a meditar sobre as evidências de cuidados do Senhor na minha vida e concluí que Ele realmente tem cuidado de mim (O que significa basicamente me livrar das coisas que eu mais quero), por muitos e muitos anos.
Àquele dia orei entregando minha vida ao Senhor ou pedindo a Ele que pelo menos me ensinasse como fazê-lo. Chorei um rio, o reboco da cara derretendo, e aquele sentimento bom de finalmente ter tido uma melhora (espiritual) enchendo o peito.
Voltei a ler a bíblia, olha que legal, assistir filme cristão. Orar. Orei mais. De manhã, na hora do almoço no trabalho, antes de dormir. Parecia que dessa vez tudo daria certo. Eu já me considerava um Paulo de chocolate!
Uma semana depois, num dia de pouco ou nenhum contato com Deus (Tenho um problema sério de vício em jogos eletrônicos), pouco antes da hora de dormir eu escorreguei com tudo na casca de banana. Terminei o dia com uma queda terrível. O retorno de um pecado de estimação. E o pior de tudo, na manhã seguinte eu não me sentia culpada.
Não havia arrependimento. Não havia pesar por ferir o meu Senhor. Eu estava de volta ao vômito.
Nos dias que se seguiram as dúvidas retornaram. Será mesmo que eu havia tido aquela experiência ou mais uma vez eu tinha imaginado tudo só para me esborrachar lá na frente? Será que daqui há 30 anos (Se o Senhor não voltar antes. Maranata!), depois de uma vida pseudocristã, eu estaria de joelhos num cômodo vazio pedindo aos céus que se existe um Deus que Ele se revele a mim pela primeira vez?
Esfriei.
As orações não eram as mesmas porque o sentimento não era o mesmo. Não havia mais aquela emoção. Não parecia haver fervor e com certeza ainda não havia arrependimento. Apenas um incomodo por não me arrepender quando sabia que deveria.
Orei aos Senhor Deus pedindo perdão por não estar arrependida, mas parecia tão forçado. Tão ensaiado. Continuei lendo a bíblia na intenção de talvez ouvir a voz que me corrige. Tornei meu mantra o "Não depende dos seus sentimentos" para tentar permanecer de pé.
O meu coração é enganoso. E seus sentimentos estão todos na contramão da palavra de Deus.
Será que ser cristão de verdade significa todos os dias cair aos pés de Deus implorando-o que lhe dê os sentimentos certos, as atitudes certas, as obras corretas, que lhe permita resistir ao mal de sempre?
O que significa depender totalmente de Deus diariamente?
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